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Comunidade Japonesa no Brasil

As maiores concentrações populacionais japonesa no Brasil, está na cidade de Bastos no oeste do estado de São Paulo, praticamente construída por imigrantes. Nessa região, há uma das iguarias de maior sucesso do Japão que é o sashimi de carpa. 

A imigração do Japão para o Brasil começou oficialmente em 1908 no início do século XX. Atualmente, o Brasil é o país com maior população de descendência japonesa com um índice de aproximadamente 1,5 milhões de nipo-brasileiros que são cidadãos nascidos no Brasil de ascendência japonesa. Japoneses que vivem no Brasil também são considerados nipo-brasileiros.

Essa expansão se deu quando Kasato Maru desembarcou em São Paulo, trazendo 781 agricultores para trabalhar em fazendas no interior do estado.

Em 1973, com a chegada do último navio de imigrantes "Nippon Maru", a maré quase parou e cerca de 200.000 japoneses se estabeleceram no país. Atualmente, mais de um milhão de nipo-brasileiros, a maioria residente nos estados de São Paulo e Paraná.

No passado, com a expansão das plantações de café, houve uma demanda por mão de obra barata nas áreas rurais de São Paulo do final do século XIX ao início do século XX, pois nesse período o sistema cafeeiro era a principal força motriz da economia brasileira.  Foi em 1880, que o Brasil buscou acordos diplomáticos e comerciais com o Japão.

Os imigrantes japoneses aperfeiçoaram as técnicas agrícolas e pesqueiras brasileiras principalmente na produção de alimentos por meio da hidroponia e da plastificação. Trouxeram para o país mais de 50 tipos de alimentos entre verduras e frutas como caqui, maçã Fuji, laranja ponka e morango. Os japoneses mudaram os hábitos alimentares dos brasileiros, através de alimentos que não faziam parte da dieta nacional.

Além das novas tecnologias agrícolas desenvolvidas por imigrantes japoneses, outras características dos agricultores foram às formações de cooperativas. Os grandes centros urbanos no Brasil, garantiu aos imigrantes japoneses a auto-suficiência em cooperativas agrícolas, que se tornaram modelos na organização de diversas atividades mercantis.

Os japoneses optaram por produzir verduras nesta área porque o clima local é ameno, o que é propício a essa cultura.

Mogi das Cruzes se consolidou como o principal pilar do cinturão. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Agropecuária os produtores Nikkei detêm 50% dos imóveis rurais da região. Atualmente, o cinturão verde cobre toda a região metropolitana de São Paulo e do Rio de Janeiro. É importante deixar claro que, a participação dos japoneses na produção agrícola brasileira foi muito significativa.

 

A contribuição econômica dos japoneses no Brasil

 

Os japoneses contribuíram 100% na produção de cânhamo, seda, pêssego e morango. Enquanto, 99% era de Hortelã e chá; 80% de batatas e vegetais; 70% de ovos; 50% de bananas; O estado de São Paulo produz 40% de algodão e 20% de café. Por ser o Brasil um país tropical, técnicos e agrônomos não acreditava ser possível a plantação de maçã. Mas o agrônomo japonês Kenshi Ushirozawa comprovou que é possível produzir maçãs de qualidade superior em Santa Catarina do que importadas da Argentina, e com isso, tornou o Brasil um grande produtor e exportador de maçãs, tornando-se o maior exportador de maçãs para a Europa.

Somente após a entrada dos japoneses no Brasil é que a avicultura cresceu no país. A Cidade de Bastos é hoje o maior produtor de ovos do Brasil e da América Latina, produzindo 14 milhões de ovos por dia, o equivalente a 40% de toda a produção do estado e 20% do país.

A contribuição do Japão para o setor industrial é refletida na década de 60, de forma proeminente, onde muitas indústrias japonesas estabeleceram filiais no Brasil, promovendo assim, boas relações entre os dois países.

A implantação da tecnologia e adoção de um novo sistema de gestão mudou completamente a produtividade de muitas fábricas brasileiras.

Desde o final da década de 1980, o fluxo de imigrantes entre Brasil e Japão se inverteu, pois com o reflexo da crise econômica cerca de 85.000 japoneses e seus descendentes decidiram tentar a sorte no Japão.

Nesse período, foi composto um bloco bem significativo de imigrantes japoneses nas indústrias brasileiras. Vieram trabalhar em projetos industriais brasileiros, japoneses engenheiros e técnicos para montagem de máquinas e instalações, e telecomunicações em filiais concentradas em são Paulo e no ABC paulista. Os acordos bilaterais entre os dois países contribuíram para criação da siderúrgica de Usiminas, em Minas Gerais, o estaleiro Ishibras, no Rio de Janeiro, a celulose nipo-brasileira – Cenibra, também em Minas Gerais. Parte da mão de obra era formada por jovens japoneses que emigraram para trabalhar com os especialistas nacionais. Esse desenvolvimento contribuiu para o surgimento de diversos acordos e financiamentos como:

  • O CEDAVAL – Centro de Desenvolvimento do vale do Ribeira;
  • A produção de fumo na Alta Sorocaba;
  • O PRODECER – Programa de Cooperação Nipo-Brasileira no Desenvolvimento de Agricultura de Cerrados;
  • E diversos investimentos na área de infra-estrutura.

Os japoneses investiram muito na infra estrutura brasileira com o intuito de melhorar a agricultura e seu escoamento. Uma prova disso são os projetos:

  • Programa de Irrigação do Nordeste - US$ 56.7 milhões;
  • Programa de Irrigação de Jaiba (Minas Gerais US$ 110 milhões);
  • Eletrificação Rural de Goiás - US$ 95.8 milhões.

Contribuíram também no setor Agronegócio como:

  • Melhoria do Porto de Santos - US$ 215.6 milhões;
  • Trem Urbano de Fortaleza - US$ 180 milhões;
  • Termoelétrica de São Paulo - US$585 milhões;

Em 1994 a 99 o PRODECER junto com o PROFIR colaboraram para que a Embrapa se tornasse referência mundial em agricultura tropical.  

Pode-se dizer que os japoneses ajudaram diretamente a agricultura "brasileira". Desde o processo de imigração, a expansão e diversificação de cultivo de produtos, o modelo de atuação das organizações em cooperativas até a ampliação das relações de interesses entre o Japão e o Brasil.

Em 2003, o déficit do comércio de serviços do Japão caiu consideravelmente, parcialmente como resultado da queda do turismo internacional causado pela SARS e parcialmente devido a um aumento na renda oriunda de royalties de patentes registradas pelos fabricantes de automóveis e de outras empresas japonesas no exterior. A balança de contas correntes também foi afetada pela crise econômica global que eclodiu na segunda metade de 2008.

Após anos de convivência e contribuição, a cultura japonesa passou a fazer parte do dia a dia da maioria dos brasileiros. Os sabores da comida, religião e até esportes se fundiram e mudaram as antigas tradições nacionais.

A paisagem urbana também é influenciada pelos japoneses: além de trazerem belas cerejeiras, edifícios em várias partes do país, como o Bairro da Liberdade em São Paulo e o Assaí no Paraná, adquiriram elementos típicos. No campo da arte, o designer Claudio Seto trouxe os quadrinhos para o Brasil, que é um estilo famoso de quadrinho japonês.